Pensamentos e Reflexões - Thais Drimel

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Pensamentos e Reflexões de Thaís Drimel Andrade



* Sobre a Morte

* Livre-Arbítrio ou Destino?

* Religião - diversos



SOBRE A MORTE

Não devemos lamentar os mortos.
Devemos, sim, vivificar e aproveitar a vida, para jamais sermos pegos desprevenidos pela Morte e não nos arrependermos de não ter dito algo a alguém, de não ter amado mais, de não termos sido mais amigos, mais companheiros quando alguém precisou.
Uma coisa que eu aprendi nos últimos anos foi que tudo passa, isso é inevitável. Mas nossa vida é feita do PRESENTE, do AQUI e AGORA, por isso devemos saber o que realmente é IMPORTANTE na nossa vida.
Não precisamos aprender a lidar com a MORTE, precisamos aprender a lidar com a VIDA. A MORTE é o que se FOI e não mais será, pelo menos aqui, nesta dimensão espaço-temporal em que nossos corpos se encontram agora.
Pois as coisas vêm e se vão, naturalmente, e muitas coisas que as vezes colocamos em primeiro lugar, na verdade não têm a importância que acreditávamos ter.
Para tudo há uma outra chance, menos para o tempo, o tempo não volta, se escoa, inexorável. O trabalho, a internet, as diversões, o lazer, o prazer, o jogo de futebol, os jogos no PC, a corrida de F-1, tudo isso são coisas passageiras, que podemos fazer depois, ou viver depois, mas, as pessoas, principalmente as pessoas queridas, essas criaturas maravilhosas que convivem conosco, ah, elas precisam da gente, da mesma forma que precisamos delas, não importa o dia ou a hora... por isso não podemos negar a elas o nosso TEMPO, para lhes dar o nosso amor, a nossa sabedoria, o nosso consolo, o nosso sorriso, o nosso abraço, a nossa palavra ou o nosso silencio, o nosso carinho, a nossa compreensão, a nossa luz, o nosso "puxão de orelha", ou seja lá o que for preciso de nós.
O que eu quero dizer é que as pessoas que amamos agora estão aqui, perto da gente, amanhã talvez não estejam mais, por isso é devemos dar e revelar tudo o que possuímos em nossos corações, pois AMANHÃ pode ser TARDE DEMAIS para estarmos com alguém ou revelar a esse alguém o que ficou oculto em nossos corações por dias, meses, anos, talvez até por séculos e que jamais tivemos coragem de contar. Não adianta lamentar o que deixamos de fazer antes do suave ou arrebatador toque da MORTE.
Há três anos perdi minha avó por parte de mãe. Foi tudo muito rápido, ela estava com 76 anos mas não era doente (tinha a saúde que precisava dos cuidados normais para essa idade e ela se cuidava), então ninguém esperava que, numa noite de sexta-feira ela tivesse uma parada cardio-respiratória e, embora tenha sido levada para a UTI e recebido vários cuidados, entrasse em coma logo em seguida.
Dia a dia ela definhava mais naquela cama, cheia de tubos, os olhos vidrados, sem reconhecer nada ou ninguém, mantida apenas pelos aparelhos, reduzida a um vegetal. Em uma semana ela faleceu, graças a Deus e a Deusa, pois, se voltasse do coma, estaria com as pernas amputadas e jamais poderia fazer nada sozinha, presa em uma cadeira de rodas e sem coordenação motora. Para Amélia, minha avó, que todos os dias, às 7:00 h já estava de banho tomado, perfumada, maquiada, arrumada, de sapato de salto, mesmo para ficar em casa, ir ao quintal colher verduras na horta ou sair, para ela, ser reduzida a um vegetal era mil vezes pior que a morte.
Pelo menos agora seu espírito está livre, sem amarras ou limitações, sem sofrimentos ou frustrações, desvendando novos segredos e mistérios.
Desnecessário dizer que a rapidez com que isso tudo aconteceu abalou a todos, principalmente à minha mãe e meu avô, que quase morreram também, ela de depressão e ele do coração.
Minha mãe ficou deprimida por mais de um ano. Meu avô chorava e até hoje chora ao falar da minha avó.
Mas as lágrimas do meu avô contém um quê de culpa, pois ele sente que, no fundo, no fundo, poderia ter feito minha avó mais feliz, ter evitado que ela sofresse tanto por ele, ter dado mais valor para ela enquanto ela era viva.
Minha mãe ainda é imatura demais, delicada demais, sensível demais para lidar com as faces da Deusa, para lidar com as transformações que a vida nos dá a cada dia, por isso ela agora se agarra em mim, mas eu tento lhe mostrar que eu também passarei, casarei, sairei de casa um dia, serei mãe e terei que enfrentar a realidade da vida, de que pais e filhos são companheiros de viagem, livres, e não posse um do outro.
Tudo nasce, cresce, frutifica, envelhece, morre, muda de forma e retorna. Somos como a água, que evapora e se liquefaz novamente em forma de chuva e retorna para formar um novo oceano, um novo mar, um novo rio, um novo lago, um novo regato, um outro começo, uma nova história. Podemos nos separar das outras gotas d'água que conhecemos, mas, mas cedo ou mais tarde voltamos para o mesmo ponto e nos reencontramos.

Não tenham medo da MORTE, ela é apenas outro nome, outra porta para a VIDA.
VAMOS VIVER E FRUTIFICAR O AGORA!

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Livre-arbítrio ou Destino? - eis a questão -


Qual será a resposta?

Se há livre-arbítrio e nós traçamos nossa vida através de nossas escolhas, então o Destino pré-determinado não pode existir...
Por outro lado, se nosso Destino já foi previamente traçado, de que adianta escolher, se, não importa o que façamos, chegaremos sempre ao mesmo ponto já determinado...

Acredito que há o livre-arbítrio e que o destino é traçado conforme nossas escolhas, pensamentos, ações, emoções... não há nenhuma outra força, além da nossa própria, interferindo em nossas vidas (aí vão para o Espaço os Deuses, demônios, anjos, etc., bem como as "incríveis" previsões de futuro... hehehehe)

Mas e então, onde ficam os sistemas divinatórios, o Tarot, o I-Ching, as Runas, o Baralho Cigano, a Astrologia, etc?

Boa pergunta, que, aliás, merece uma boa resposta...

A princípio, o Tarot (e outros, como I-Ching, Runas, etc), por meios ainda não identificados (nem comprovados cientificamente) entra em contato com o nosso subconsciente, a nossa psiquê, os arquétipos (ou o que for) e nos mostra COMO está a nossa vida, nossos sentimentos, nossos desejos, medos, aspirações, esperanças, O QUE nos trouxe até AQUI e AGORA e quais os caminhos mais prováveis que seguiremos.
Basicamente, se trata de conhecer a causa (passado), o efeito (presente) e a conseqüência (futuro) mais provável.
Metaforicamente, seria: Eu comprei e plantei uma semente de goiaba (passado), a semente brotou e agora eu tenho um pé de goiaba (presente), no futuro, se nada atrapalhar o fluxo natural, eu terei várias goiabas, frutos das minhas escolhas no passado e no presente.


O que o tarot faz é isso, nos mostra as sementes que escolhemos e plantamos em algum ponto do passado, como essas sementes se encontram agora (se brotaram ou morreram) e quais serão os frutos das mesmas.
Observemos que, se eu plantei tomates, colherei tomates, se plantei abacaxi, colherei abacaxi, por fim, se plantei ventos, colherei tempestades e assim por diante...
Não adianta tentar colocar a "culpa" de nosso atual fracasso ou vitória em outras coisas/criaturas/ forças, que não nós próprios e nossa Força interior.
Não estou dizendo que os deuses e deusas não existam, ou que não nos mandem energias e etc e tal... mas, achar que os deuses interferem em nossas meras vidas de mortais... é um pouco de presunção demais, não é mesmo?

(Thais Drimel - 04/06/2003)

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Luz e Escuridão
"O que seria da Luz se não houvesse a escuridão? Se não conhecêssemos a escuridão, como poderíamos nos alegrar e agradecer pela dádiva da Luz? Para realmente avaliarmos algo, é necessário compará-lo com seu oposto. Como avaliar o que é bom, sem saber o que é mau?"

Tentação
"Às vezes, quando fazemos algo do qual nos arrependemos e sentimos vergonha, dizemos: - "Eu fui tentado, fui forçado, não queria fazer isso...". Mas, na verdade, nada, nem ninguém nos obriga a sentir, pensar ou fazer algo sem o nosso consentimento. Essa "desculpa" que damos a nós mesmos, é para apaziguar o nosso orgulho ferido, que não admite ser capaz de tais atos e inventa tais coisas para eximir-se da própria culpa. Quantas vezes fugimos de nós mesmos? Quantas vezes fugimos de nossas próprias responsabilidades?"

Religião
"Será que o meu Deus é melhor que o seu ou o de outra pessoa? Será que há um deus melhor ou pior que os outros?
Haverá tantos deuses assim guerreando entre si para ver quem é o melhor?"
Ou serão os homens orgulhosos, que querem que todos sigam a mesma religião que professam, que fazem guerras chamadas de santas e esquecem que, debaixo de diferentes cores, nomes, formas, crenças, está um único DEUS, que ama a todos os seus filhos, independente do resto?"

"Matar e morrer em nome de Deus... Será que ele alguma vez quis tantas guerras e disputas religiosas?
E, se os dois lados sempre lutam por Deus (não importa qual), como saber qual lado é o certo? Cristãos, muçulmanos, judeus, pagãos, budistas...não é apenas uma questão do ponto de vista humano? Todos os deuses não serão o mesmo, com diferentes nomes, cores e formas, variando conforme a visão de cada um?"

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